E quando há briga? O que fazer?
- Paloma Rolhano Cabral
- 21 de nov. de 2025
- 2 min de leitura
Muitas vezes, um conflito se torna um processo. Talvez você esteja se perguntando: "Como assim, Paloma? Não entendi.". O que quero dizer com essa frase que nem todo o problema jurídico nasce com o processo. Um conflito sempre nasce antes do processo. O processo é a materialização do problema, instaurado no Poder Judiciário, quando as partes envolvidas não conseguiram chegar a um denominador comum. Isso ocorre ou porque elas não conseguiram se comunicar de maneira efetiva, ou porque um dos lados não cede em nenhum ponto ou porque envolve situações mais delicadas - como um abuso, violência e situações em que não há abertura para negociar.
Nesses casos, o processo se torna necessário. É preciso levar o caso concreto ao juiz, trazer provas, as leis aplicáveis à situação concreta, possíveis testemunhas e conduzir o processo da melhor forma possível. Um processo judicial é demorado. É importante que isso fique claro - tendo em vista que o Judiciário brasileiro está abarrotado de processos. Mas muitas vezes, é a única saída possível.
Dentro da Gestão Adequada de Conflitos, o processo é utilizado como última opção - quando todos outros os meios adequados para solucionar não tiveram sucesso. Isso porque como mencionei, o processo é demorado, envolve a necessidade de investimento de recursos de tempo, dinheiro, levantamento de provas, perícia em determinados casos, reuniões e estabelecimento de estratégia processual em cada caso.
Contudo, é algo bonito no processo - ele dura o tempo que as partes precisam para encontrar a pacificação. Por que afirmo isso? Porque muitas vezes, durante o processo, algumas portas se abrem para compor o conflito, para o diálogo. E quando estamos enfrentando um processo que envolve direito de família, isso é importante de acontecer. Nunca é somente sobre os bens materiais - é também sobre as dores das pessoas envolvidas.
Não é preciso ter medo do processo. Mas é importante saber o quanto de recursos temos disponíveis - tanto financeiros, quanto emocionais - temos para investir ao instaurarmos um processo.



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